Colecionando lembranças

Colecionando lembranças

Eu não consigo deixar de me sentir meio idiota e egoísta quando eu penso, em meio a todo esse caos de pandemia: “nossa, que saudades de viajar”. Tive sorte de não ter ninguém da minha família doente, tomei alguns sustos ao saber de amigos que precisaram de maiores cuidados, mas fico aliviada que hoje todos estão bem. E no meio dessa bagunça e insegurança toda, eu me vejo constantemente voltando aos pequenos lugares de conforto. Tendo os momentos de fuga da realidade em refeições, nas séries, filmes e livros (ficção salva).

Também encontro um lugar de respiro revisitando cadernos antigos, escrevendo bastante e falando comigo mesma (também com o marido e os gatos. Especialmente com os gatos). É me reencontrando com meus cadernos antigos e diários de viagem que esse sentimento aperta. Por outro lado é aquela luzinha que ainda insiste, é o pequeno aviso de que ainda tem coisas legais pra descobrir. São tempos pesados, mas tudo é cíclico, tudo é temporário.

Queria compartilhar um pouco sobre a última viagem que fiz e o diário que montei a partir dela. Quem sabe você se lembre da última viagem que fez e suspire de saudades comigo. Quem sabe também vai bater aquela melancolia. Ou ascender uma luzinha insistente por aí também.

Em 2019

Logo após ter me mudado aqui pra Brasília, em julho 2019, eu e o Filipe fizemos nossa primeira viagem mais longa juntos e também foi a primeira vez em que pus meus pés no velho continente. Fomos nós dois e nossas mochilas até Alemanha e República Tcheca (mais especificamente Praga).

Os meus diários de viagem eu monto como um álbum de recortes. Gosto de inserir alguns desenhos, registrar atividades, as comidas diferentes que experimento, os lugares que visito, essas pequenas lembranças que são como jogar os farelinhos de pão pra seguir e recontar a história de bons momentos.

Páginas do diário de viagem.

Nesse diário em específico eu tentei ficar o menos preocupada possível com a qualidade dos desenhos. Não surpreendentemente é um dos trabalhos de que mais gostei do resultado final: desenhos soltos, uma boa coleção de momentos, com cores e texturas que amarram tudo.

Outra boa utilidade desse diário é juntar todas aquelas lembrancinhas físicas que a gente tem pena de jogar fora: desde o ingresso lindo de um museu até o bilhete de metrô (sim, sou dessas). No fim do caderno, eu colo tudo e acaba virando uma outra narrativa por si só.

Pra ler

Ilustração de um caderno aberto. Na página à esquerda lê-se Eurotrip e na direita há desenhos e legendas contando sobre os primeiros passos da viagem.

Como comentei há alguns posts atrás, estou começando a montar minha lojinha de publicações independentes pelo Gumroad. O problema é que o diário de viagem ficou mais longo que eu esperava, e mais pesado… São mais de 50 páginas de desenhos e quase 100 MB de arquivo (sorry not sorry). Mas calma, era pior! A primeira versão que montei tinha mais de 80 páginas e quase 200 MB. Tive então que cortar a parte final com a colagem dos papeis, bilhetes, ingressos, etc. Com um tamanho de arquivo mais aceitável, eu subi a versão final direto no servidor aqui do meu site. Pra ler, então, é só clicar abaixo!

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